sexta-feira, 13 de julho de 2007

Sir Ernest Shackleton



A história de um grande líder

Hoje falarei de um grande líder Sir Ernest Shackleton. Para quem nunca ouviu falar, ele foi um navegador inglês que no início do século passado tentou ser o primeiro homem a chegar ao extremo sul do pólo Sul. O interessante da sua força, visão e liderança começava na seleção dos "candidatos" para essa expedição, durante as entrevistas Shackleton questionava-os sobre habilidades como saber tocar algum instrumento ou jogar Bridge (um tipo de jogo de cartas)...talvez ele pressentisse que passariam por maus momentos e que seria importante algo para entreter o grupo.

A bordo do Endurance a Expedição Imperial Transantártica partiu para o polo Sul, e de lá como poucos imaginavam voltariam quase dois anos depois. A saga começou quando o gelo da Antartica fechou apenas a um dia do ponto de partida da expedição de trenó para o objetivo final do grupo. Assim, o barco ficou preso e a deriva, a temperatura chegou a menos 20 graus, foram meses sem sol, até que perderam o barco que pressionando pelo gelo afundou... Nesse momento Shackleton disse "Perdemos o barco, agora vamos voltar para casa!" O grande líder rapidamente mudou o foco e deu novo ânimo ao grupo.

Ele era reconhecido por sua dedicação e preocupação com seus comandados. No decorrer da tragédia, deu inúmeros exemplos de desprendimento e companheirismo. Para ele, seria imperdoável encontrar algum de seus homens morto.

Os homens, construíram um acampamento improvisado e a idéia agora era caminhar pela banquisa de gelo, carregando os três botes até atingirem uma abertura para o mar, essa espera demorou 6 meses.

Um grupo de seis pessoas incluindo Shackleton, partiu com os botes e encontraram ventos de 130 km/h e ondas imensas, no famoso cabo Horn...sem falar nos furacões.

Foram 17 dias sob as mais terríveis condições, até que finalmente chegaram à Ilha Geórgia do Sul e ainda precisaram enfrentar 36 horas de caminhada para chegar à estação baleeira. Estavam salvos, mas para Shackleton só havia um pensamento: resgatar os homens que ficaram na Ilha Elefante.

Só após três meses, a bordo de um pequeno rebocador cedido pelo governo chileno, Shackleton chegou a ilha onde deixou seus companheiros. Todos os 28 homens voltaram a salvo para suas casas.

Agora imaginem como foi conduzir um grupo nessas condições de estresse? Pois Sir Ernest Shackleton conseguiu.

Caros leitores, inspirem-se nesse grande líder!

quarta-feira, 4 de julho de 2007

Um homem chamado Peter Ferdinand Drucker


Para quem não conhece esse senhor, que faleceu no inicio do ano passado (2006), já no alto dos seus 96 anos, era um consultor e principalmente um escritor como gostava de ser chamado. Drucker pensou e transformou a administração em algo extremamente simples a nós mortais, sempre com livros e artigos legíveis e desafiadores.

Há uma história que diz na década de 40, durante uma forte chuva, ao passar pela Burlington Arcade, entrou para ver uma exposição sobre a arte japonesa, isso o empolgou tanto que além de lhe transformar num conhecedor profundo do assunto, o ajudou a apurar seu senso de detalhes, assim passou a construir os cenários estratégicos do futuro, antecipando muitas das mudanças que viriam.

Drucker, com toda a sua humildade dizia que não fazia previsões "apenas olho para fora e vejo como o que acontece no mundo hoje afetará o amanhã". Drucker também era um apaixonado por pessoas e sabia que esse era e sempre será o maior ativo de uma empresa.

Sobre o Brasil fez um breve e sábio apontamento na Revista Exame, 754, no ano de 2001, "Educação, para mim, deveria ser a próxima e principal indústria em crescimento no país - e é a industria na qual a nova tecnologia da informação oferece as maiores oportunidades para desenvolvimento rápido e mudanças profundas, especialmente num país tão vasto quanto o Brasil."

Obrigado Drucker!

segunda-feira, 2 de julho de 2007

Educação na Melhor Idade


Nesse último sábado tive uma grata experiência...fui a formatura da minha mãe como Assistente Social! Que maluquice em? Mas isso foi possível por alguns motivos: o primeiro porque ainda bem que existem universidades, como a Metodista, preocupadas com a formação de pessoas que ainda tem muito a oferecer para a sociedade, o outro motivo é que existem pessoas interessadas em aprender e contribuir cada vez mais consigo e com o mundo a sua volta.

Durante a formatura houve uma frase marcante da oradora da turma, Vera, "Em nossas aulas trocavamos receitas, remédios, idéias e ideais" achei muito verdadeiro isso e imagino como não foi rica essa experiência para os alunos que com seus no mínimo 50 anos trocaram informações e pensamentos. Outra frase marcante foi a do paraninfo que era mais ou menos assim "sábios são aqueles que estudam e aprendem como se fossem viver eternamente e vivem intensamenente como se fossem morrer amanhã"

Parabéns jovens senhoras e senhores...em especial a minha mãe que mostrou-se uma mulher de fibra e de muita sabedoria. Que orgulho!

sexta-feira, 29 de junho de 2007

Aprendizado como fator estratégico


Esse texto é um resumo de um artigo sobre aprendizagem em empresas

Para se ter liderança num mercado competitivo e global, independentemente do segmento de atuação, a diferença não está mais no domínio técnico, mas sim no cognitivo, como afirma Drucker.

Emerge dessa forma a valorização do conhecimento, ganhando destaque a gestão de recursos humanos, que é fator-chave no desenvolvimento sustentável de qualquer empresa. Segundo Brito, em ambientes globais como os atuais o papel deste setor nas empresas será o de reeducar e desenvolver as pessoas visando adequá-las as orientações estratégicas das organizações.

Dessa maneira, valorizar o capital humano, treiná-lo e estimulá-lo à educação é peça fundamental para o gerenciamento do negócio, cabendo às lideranças esses estímulos, para ensinar aos colaboradores a pensar, a fazer e a ser, portanto deve-se anteriormente refletir sobre o que é saber, saber-fazer e saber-ser.

Uma aprendizagem humana é aquela que consegue chegar a determinado "saber-fazer", capaz de permitir a aquisição de outros múltiplos "saber-fazer" e, desta forma, educa-se a personalidade inteira... Uma aprendizagem humana é aquela em que se aprende a aprender e, por isso mesmo, a ser.

Baseado nessas afirmações é necessário supor uma mudança nos relacionamentos sociais, uma aprendizagem que parte da reflexão social sobre a própria realidade, uma mudança que implica a ruptura do hábito e da rotina, a obrigação de pensar de forma diferente sobre coisas do quotidiano. Isso porque o cerne da formação profissional está no saber fazer e não apenas no fazer, para o qual a maioria das pessoas foi formada.